segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O sonho

Dormi e então sonhei...
Que em algum lugar, eu caminhava, com os cabelos despenteados, pés descalços cheios de calos de tanto caminhar por um lugar escuro com muita nevoa, cerração, árvores sombrias e ouvia gritos, gritos desesperadores de sofrimento. Depois de muito caminhar ao ponto de estar com os pés ensanguentados vi um homem, homem não, anjo um anjo muito diferente de todos os anjos, então fui pedir reforços, ajuda, e ele me levou em um lugar em que pudesse banhar-me, me alimentar, e com um toque me curou de todas as dores, e em troca apenas pediu um pouco de meu sangue, mas isso depois que eu usufruí de tudo aquilo que ele me propôs, então exigi que ele me desse um motivo plausível para o certo desejo, ele me disse que atravez de meu sangue eu poderia fazer-lhe perguntas a Deus e Deus reponderia atravez do suposto anjo. Tive minhas dúvidas e então resolvi pensar e pensei durante horas e horas, afinal minhas duvidas eram tantas, tantas perguntas sem respostas, até que depois de muito tempo resolvi retirar-me dali e disse ao suposto anjo que não queria resposta para nada, ao dizer-lhe isto o suposto anjo deu-me as costas me deixando faminta, ensangüentada e muito dolorida. Estava a beira da morte quando em um piscar de olhos me apareceu outro anjo com caixos dourados e me alimentou, banhou-me, e me tirou toda a dor sem que eu pudesse revogar, assustei-me pois pensei que ele poderia pedir algo em troca. E pediu, pediu apenas que eu respondesse o por que de não querer fazer uma pergunta a Deus, então respondi: "desconfiei desde o principio que ele era um anjo, pois Deus me deu a vida para viver e surgir duvidas e o grande poder de viver para obter respostas. E viver não é fácil, obter respostas não é fácil como parecia ser naquele momento, então percebi que aqueles gritos eram gritos de pessoas que acreditarão no suposto anjo, que na verdade era Lúcifer buscando aquelas pessoas sem paciência de viver no mundo de Deus, e os iludindo com coisas fáceis.
Então acordei e percebi que viver é algo muito mais complexo, que sofremos, mas nunca devemos esquecer daquele que morreu por nós, e aquele que tirou a vida de seu próprio filho por nós, devemos ter paciência, compaixão, e obteremos todas as respostas quando o corpo sentir que seu tempo chegou ao fim, e que deixou a alma pronta para levar de mais uma passagem pela terra algo bom, que pudesse levar por muitos séculos.
E hoje vivo, intensamente, e quando acho algumas respostas procuro outras perguntas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Insisto ou desisto?

Essa pergunta passou em minha cabeça por muito tempo, nunca soube o que fazer. Eu queria insistir, mas não sei, tinha algo que me dizia que nada iria mudar. Sempre ficava planejando algum plano maligno para conseguir o que queria, mas todos eram sem nexo. Algumas vezes queria poder voltar a traz para arrumar os erros, mas ai me pego pensando "mas eu não errei, o que é que eu fiz?". Eu sempre ficava em dúvida sobre isso. Queria que a  verdade chegasse ate a mim, mas nunca a vi em minha frente. E o sentido dizia tudo mas eu não enxergava, nunca fui eu o erro, o culpado foi a minha consciência de continuar a permitir que esse erro fosse cometido sobre mim. E depois que consegui enxergar, agradeci a mim mesma por poder estar salva desse mal que me consumiu por muito tempo. Não desisti, mas me salvei e me tornei mais forte, para que quando esse mesmo maldito erro querer furar as minhas barreiras eu estarei mais forte do que nunca. 

sábado, 28 de agosto de 2010

Fraqueza

A minha cabeça me dizia, e meu coração sentia. Conseguia ver com meus próprios olhos, mas não conseguia aceitar, tudo aquilo. Queria saber, por que tantas pessoas são capazes de sofrer, sem ao menos, ter ganhado uma batalha. As vezes, a minha fraqueza, não é porque tenho medo de expor a minha cara, mas sim porque, eu não quero entrar em uma batalha que sempre perco. Coragem tenho, mas não para esse tipo de coisa. Quero distância de tudo isso, quero viver assim, como está. Sempre com medo de sentir tudo aquilo de novo.
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Injustiça

Me falam todos os dias, que o tempo é o melhor remédio para uma ferida cicatrizar. Mas esse remédio esta demorando a fazer efeito sobre mim, porque isso tudo não passa. Casei de lutar, sem sequer ganhar algum premio ou um miserável agradecimento por eu persistir por muito tempo. Muitos falam, que eu fui fraca por desistir, mas a verdadeira razão foi, porque eu não tenho mais forças de sair machucada, sem reclamar. Sentimentos, foram feitos para confundir a cabeça dos seres humanos. Essa maldita injustiça, que nos faz lutar, brigar, nunca esta a nosso favor. Sinto que tenho que parar e desistir, porque assim algum dia poderei ser justa.  

Tempo

O tempo passa, e cada minuto me olho no espelho e vendo que estou envelhecendo a cada dia. Tenho medo de sair de casa e me deparar com um tornado lá fora. Todo dia acordo meio desnorteada, sem saber o que fazer, sem saber o que pensar. Sinto medo de me infiltrar no mundo real, porque fico prevendo que o futuro não é pra mim, ele nunca esteve ao meu favor. Queria poder ter super poderes para nunca mais ter que voltar, e ficar aqui no meu mundo, onde ninguém pode chegar até a mim. Sinto medo de não sobrar nada, sinto medo de ficar sem o meu mundo mágico. Mas eu quero viver assim, quero ficar aqui, nunca sair desse escudo que me envolve que me protege do perigo do mundo. O tempo irá passar, e eu ficarei aqui, sozinha, sem nada e ninguém, apenas a mim mesma terei.